O mais básico dos ensinamentos é saber se sua personalidade combina com esse formato. Isso fará toda a diferença entre o sucesso ou o fundo do poço. Você é organizada? É capaz de conciliar tarefas de longo prazo com outras menores sem se enrolar? Conseguirá fugir das tentações que a liberdade oferece – um cinema à tarde, uma soneca? Sentirá pânico se não pintar serviço em um mês?
Se tem certeza de que ser free é para você, antes de partir para a carreira-solo, junte dinheiro para se bancar por, no mínimo, três meses. “O começo é difícil, dá trabalho procurar clientes. Com dinheiro garantido esse processo fica mais tranqüilo”, diz Gláucia Santos, consultora de recursos humanos da Catho Online. Outro ponto importante é pensar estrategicamente. Um fotógrafo, por exemplo, ganhará mais se especializar-se em um tipo de imagem. “É preciso ter uma marca, ser referência no que faz. E saber exatamente o que oferecer e para quem”, diz o publicitário Mauro Amaral, 35 anos, free lancer há dez e editor de um site sobre o assunto (www.carreirasolo.org).
O free lancer precisa ter em mente que ele é a empresa, o produto. Isso implica fazer uma boa propaganda de si próprio – um site caprichado, um portifólio de babar. Cumprir religiosamente os prazos e realizar tarefas de forma impecável também é fundamental. “Funciona muito no boca a boca. Se falarem mal de você, já era”, diz Amaral. “Vale também ligar de vez em quando para seus contatos, dar as caras.”
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