Saiba cobrar pelo seu trabalho

Por: Regina Terraz

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Aumento de salárioAcordos vantajosos

A boa notícia é que dá, sim, para perder (ou pelo menos diminuir) a vergonha de falar sobre grana e, consequentemente, fazer acordos mais lucrativos. Segundo especialistas em recursos humanos, o primeiro passo é definir quanto vale o seu show, levando em conta três variantes: a qualidade do seu trabalho, a realidade específica de cada mercado e o perfil de quem está prestes a contratar você.
Há cinco anos atuando como hostess no Rio de Janeiro, Carolina Kisperger, 32, conhecida na noite como Carol Kiss (foto), recusa sem remorso oportunidades em que lhe oferecem menos do que ela pede. “Meu cachê é fechado. Não aceito menos dinheiro porque isso me desvalorizaria.” Ponto para ela! Estar segura do próprio valor é condição essencial para conseguir ganhos justos. Se nem você acredita no seu talento, como vai convencer os outros?

Consultora da DBM do Brasil, empresa de recursos humanos e treinamento, Irene Azevedo diz que a maioria das pessoas não tem habilidade para fazer marketing pessoal. O motivo? Não foram ensinadas a falar sobre si mesmas ou a divulgar seus feitos. “Muitas temem ser consideradas falastronas ou metidas”, analisa a consultora. “A recomendação não é fazer propaganda enganosa, mas se apossar das próprias habilidades e mencioná-las no momento certo.” Nos casos mais graves, profissionais de coaching (treinamento) podem ajudar o trabalhadoAumento de salárior a aprender a falar sobre si mesmo. Quem tem boa argumentação para sustentar a remuneração que estabeleceu como ideal estará menos insegura ao defendê-la. Lembre-se sempre: quando a galinha põe um ovo, ela cacareja. Não adianta só fazer, tem de anunciar que fez.

Outro passo importante para melhorar o poder de negociação é procurar conhecer bem o mercado em que se está inserido. Theo Van Der Loo (foto), 27, vocalista da banda de rock Sayowa, lembra que ele e os outros cinco integrantes do grupo cansaram de fazer shows na Europa e voltar com os bolsos vazios. “O que ganhávamos mal dava para pagar a viagem. Na verdade, topávamos qualquer cachê que nos ofereciam”, conta ele, que fez cursos de business na área de música e montou uma produtora. “Sempre odiei lidar com números, mas ou a gente se profissionalizava ou enfiava a viola no saco”, afirma Theo, que hoje fatura bastante com a venda de produtos da banda e a organização de festivais. 

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