Está nos textos sagrados, está nos livros de anatomia, está nos compêndios de biologia. O corpo é cheio de áreas hipersensíveis ao toque – e descobrir esses pontos é uma das melhores diversões sexuais
A literatura erótica já sabe disso há milênios: na maioria das vezes, sexo bom é feito por partes. Não por acaso, textos com conotação sensual demoram tanto tempo descrevendo como se faz para esquentar cada pedaço do corpo dos envolvidos na relação sexual. E nem a Bíblia escapa desse gosto pelo detalhe, viu? O belíssimo Cântico dos Cânticos – livro poético do Antigo Testamento que relata o grande amor entre um homem e sua noiva – passa um tempão enaltecendo detalhezinhos da anatomia dos amantes.
Se essa mania de se fixar em nacos fosse apenas uma maneira de prolongar uma transa, já seria um artifício mais do que legítimo. Mas os livros de biologia do sexo ensinam que estimular as zonas erógenas é coisa mais séria. Comum em várias espécies, tem a função de ajudar na sobrevivência de indivíduos capazes de excitar seus pares. Ou seja, quando você resolve fazer um pit-stop no cangote do seu parceiro, está também praticando o costume altamente darwinista da seleção da espécie.
Arrumar um GPS das zonas erógenas do corpo é uma tarefa complicada – fazer o que se alguém resolve subir pelas paredes com uma simples coçadinha no cotovelo? Ainda assim, os compêndios de anatomia costumam mostrar definições genéricas de áreas mais sensíveis ao toque, por causa da quantidade de terminais nervosos sob a pele e da espessura da derme (quanto mais fina, maior a sensibilidade).
Há até especialistas que dividem as zonas erógenas em dois tipos. De acordo com esses ilustres pensadores dos amassos, existem as “zonas inespecíficas”, como parte de trás do pescoço, cintura e axilas. Se forem bem estimuladas, essas aparentemente inofensivas frações do corpo podem causar enorme excitação. E existem as “zonas específicas”, as áreas que, na boa, são muito bem conhecidas por qualquer iniciante na arte das diversões sexuais: coisitas como clitóris, prepúcio, vulva, lábios, boca e mamilos. Regiões cheias de nervos, são capazes de provocar superexcitações.
Leia a seguir o que há nos bastidores de cada “parte” – e adicione ao seu acervo pessoal uma boa dose de, oras, cultura sexual.
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