A DJ Luisa Mello, 26 anos, de Belo Horizonte, tinha 18 quando deixou de ser virgem, e só aos 26 aprendeu que, sim, dá para separar sexo de amor. “Até os 24 eu tive dois namoros longos e sérios”, conta ela. “Mas depois fiquei um ano e meio sozinha e apostei em relações com caras que não queriam compromisso. Comecei a achar que os homens bons já estavam tomados.” Depois de enfrentar inúmeras manhãs pós-sexo em que ficava deprimida, com os ouvidos atentos ao celular mudo, Luisa resolveu que não transaria com ninguém que não conhecesse bem. Mas aí começou a sentir falta de sexo e acabou indo para a cama com um grande amigo que passou a acionar quando o tesão apertava. “Sexo sem amor eu até encaro, mas sem afeto e amizade não dá!”, diz. Há seis meses, a DJ se apaixonou e começou uma nova história – que desta vez vem dando certo. “Voltei a paquerar quando aceitei que os homens têm uma relação mais desencanada com o sexo e que tudo bem. Eu experimentei sexo desencanado com o meu amigo e gostei (risos)! E aí parei de encarar os caras como inimigos.”
No levantamento feito pela USP, 53% das mulheres se declararam incapazes de transar com alguém com quem não estejam envolvidas, contra 22% dos homens. A publicitária paulistana Bárbara Bufrem, 24, faz coro às estatísticas. Durante mais de dois anos, ela até tentou encarar na boa um “freela fixo” com um cara. “Várias amigas minhas têm um ‘pinto amigo’”, diz. “Tentei manter um também, mas estava me autoenganando. Esperava que ele mudasse e esperar é muito chato.” A solteira Bárbara, hoje em dia, toma a iniciativa de procurar o paquera sempre que a ansiedade começa a atacar. “Mas uso o messenger, claro, porque tem menos ‘peso’.” Santa tecnologia!
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| 1. Sexo X Amor | 2. Confundindo sexo e amor |
| 3. Sexo sem compromisso | |