Faça um test driveCarolina e Diego fizeram um test drive e decidiram que vão mesmo dividir um apê. Agora falta grana para a união rolar
A visão enviesada do parceiro fez com que o relacionamento da bancária Marylan Alice Pena, 24 anos, terminasse mal. Antes de juntar as escovas, ela já sabia que o namorado era ciumento, mas achava que as crises possessivas eram provas de amor. Depois que eles compraram apartamento e foram morar juntos, a ciumeira piorou. “Ele mexia nas minhas coisas, no meu celular, na bolsa. Passou a achar que era meu dono.”
Pequenos test drives de intimidade podem ajudar a avistar o parceiro mesmo com as lentes da paixonite. “É importante criar situações de intimidade: passar um fim de semana viajando, fazer viagens mais longas, tudo que ajude a conhecer melhor o companheiro”, sugere Carmen Cerqueira Cesar.
É o que a produtora de moda Carolina Semiatzh, 23 anos, e o músico Diego Cases, 22 anos, estão colocando em prática. Ela dorme vários dias por semana com Diego, na casa da mãe dele. “A gente praticamente mora junto. E já sabemos que nos damos muito bem”, conta Carolina. O casal, que namora há um ano e meio, só não parte para a vida em comum por causa de dinheiro. “Assim que pudermos bancar nossas contas, a gente vai se juntar”, diz Diego.
Pode parecer uma coisa ponderada demais, mas antes de pular no ninho, vale refletir sobre os motivos da decisão de morar junto. É amor mesmo? A professora Fabiana Izuno, 26 anos, por exemplo, confundiu os sentimentos. Dividiu apê com um namorado por um ano e meio, e não deu certo. “Eu tinha 20 anos e estava meio perdida. Hoje sei que resolvi me juntar por carência e não por amor.” Encarar uma união dessas para se livrar da casa dos pais é outra armadilha comum. “É fundamental que a mulher aprenda a se sustentar sozinha, em todos os sentidos. E que fique com ele só por amor, não por necessidade”, diz Carmen. Com todos esses cuidados na hora de arrumar as malas, só resta apertar os cintos e esperar pela sorte.
A foto do banheiro desta reportagem são da artista plástica espanhola Sara Ramo, que costuma se apropriar de elementos do cotidiano para retratar o caos em que vivemos. Acesse: www.fortesvilaca.com.br/artista/sara-ramo/
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