Vai morar junto? Estabeleça regras.

Por: Regina Terraz

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Aline e MaurícioÉ como um contrato

Juntos há três meses, as tarefas domésticas ainda são foco de conflito para Aline e Maurício. Mas nada que beijinhos e afagos não resolvam

O psicanalista Francisco Daudt compara: “Quem procura um amigo para rachar um apartamento costuma fazer com ele um bom contrato. Quem faz o quê, o dinheiro... Isso facilita a convivência. Quem se ama e vai morar junto acha que ‘tudo vai dar certo’ e não faz acordo nenhum. É um erro. Sugiro seguir o exemplo dos amigos”.

Um dos mais consagrados estorvos para viver um grande amor na vida real é a velha e boa grana. Alguns casais até conseguem superar a timidez que ronda o assunto e detalhar quem vai pagar cada despesa. É pouco, dizem especialistas. “É preciso perceber também qual o perfil profissional e econômico do companheiro. Se ele tem dívidas, é gastador compulsivo ou trabalhador. Não tem graça ficar sustentando marmanjo”, aconselha a psicóloga Carmen Cerqueira Cesar. 

Mais prático e econômico que o casamento porque não exige cerimônia ou despesas em cartório, morar junto é oficialmente chamado de “união consensual”. E é uma modalidade de relação em crescimento. Na comparação entre dados do censo demográfico de 1991 e 2000, o número de uniões consensuais praticamente dobrou: eram 5,1 milhões em 1991 e pulou para 9,7 milhões em 2000. É quase 28,8% dos casamentos, segundo dados do IBGE.

Mas driblar a burocracia das uniões oficiais não significa que a relação não tenha de ser enxergada como uma espécie de sociedade. E isso não tem nada a ver com falta de romantismo. Pelo contrário: é um tipo de zelo que pode ajudar na duração do relacionamento.

A maioria dos casais decide morar junto no auge da paixão. Ótimo, ótimo, ótimo. Mas melhor ainda se já der para conhecer bem a personalidade do parceiro, seu ritmo e, principalmente, suas manias. Thiago de Almeida, terapeuta especialista em relacionamento de casais, afirma que, no meio do frenesi de uma paixonite, é comum que os namorados disfarcem opiniões, gostos, irritações. Conclusão: você pode dormir com o príncipe e acordar com um sapão. “Quanto maior a transparência, menor a surpresa”, diz Almeida.

Vai morar junto? Estabeleça regras
É como um contratoFaça um test-drive


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