
Elas só enxergam o ser amado, engatam um namoro no outro e, ao se apaixonar, deixam de viver a própria vida.
O escritor mineiro Paulo Mendes Campos (1922-1991) demonstrou compreender muito bem a alma feminina ao publicar a crônica Rondó de Mulher Só. Nela, ele diz que a pergunta “O que fazer agora da tua liberdade?” cabe numa conversa com um homem que acaba de regressar à vida de solteiro, mas não faz muito sentido se dirigida a uma mulher recém-saída de um relacionamento. Assumindo uma voz feminina, Mendes Campos escreve: “A nossa interrogação é uma só e muito mais perturbadora: que farei agora do meu amor?”. O autor resumiu nessa frase uma das principais vocações femininas – a de amar. Alguns especialistas defendem essa característica como essencialmente biológica, outros como cultural, e há ainda outros que acreditam que ela é as duas coisas ao mesmo tempo. Seja como for, a verdade é que as mulheres, historicamente, desde muito pequenininhas foram alimentadas à base de contos de fadas, educadas para procurar seu príncipe e, depois de encontrá-lo, viver felizes para sempre, com ele. Algumas, mesmo em pleno século 21, levam isso tão a sério que, ao se apaixonarem, abrem mão de viver a própria vida em nome do parceiro.
| Amor | |
| 1. Vocação para amar | 2.Sufocando o parceiro |
| 3.Carência absoluta | 4. É preciso equilíbrio |
| 5. Quando vira doença | |