Escolha o melhor método anticoncepcional para você

Métodos anticoncepcionais

É pílula, é camisinha, é DIU, é tabelinha. Com tanta oferta, escolher o melhor método anticoncepcional vira uma operação complexa. Tire aqui todas as suas dúvidas sobre o assunto

Por: Vinicius Rodrigues
Foto: Caco Galhardo

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Qual é o melhor método anticoncepcional?
Cem por cento? Não existe. Mas as pílulas estão na lista dos métodos com um menor índice de falha. Muitos ginecologistas defendem a tese de que as mulheres deveriam usá-las mesmo que não tenham vida sexualmente ativa, para bloquear a ovulação. A explicação é simples: nossas avós passavam boa parte do tempo grávidas ou amamentando seus filhos e por isso tinham ao longo de sua vida reprodutiva algo em torno de cinqüenta menstruações. Hoje, as mulheres menstruam de 400 a 500 vezes (dez vezes mais) porque tendem a adiar a maternidade e colocar no mundo menor número de filhos. Cada ciclo menstrual as expõe a um verdadeiro bombardeio hormonal. Depois de tantos ciclos sucessivos ficam sujeitas a desenvolver doenças como endometriose e miomatose (miomas), que estão entre as principais causas de infertilidade feminina. O uso da pílula diminui os riscos desses problemas porque bloqueia a ovulação – é como se o método simulasse uma gravidez para o organismo – mantendo os níveis de estrodiol e progesterona mais baixos.

Todas as pílulas são iguais? Como eu escolho?
Elas diferem no tipo de hormônio, na dosagem desse hormônio e na forma de administração. Há pílulas de microdosagem, que devem ser tomadas durante 24 dias no mês, e outras com dosagem um pouco maior, para tomar durante 21 dias. Quanto aos hormônios utilizados, existem dois grandes grupos: aquelas que combinam estrogênio e progestogêneo e aquelas em que se utilizam apenas o progestogêneo. As pílulas do primeiro grupo estimulam o organismo a produzir uma proteína chamada globulina, que gera um efeito cosmético fantástico, diminuindo a oleosidade da pele e dos cabelos e a quantidade de pêlos nos braços e rosto, além de lapidar o corpo conferindo-lhe formas mais femininas e delicadas. Já as pílulas de progesterona podem, em algumas mulheres, ter o efeito justamente oposto. Ambas oferecem riscos. Como escolher? Com a ajuda de um ginecologista, que vai recomendar a melhor opção de acordo com fatores de risco como hipertensão, a idade da paciente, se é magra ou gorda, se fuma... O cigarro atrapalha a circulação sangüínea e, por isso, o risco de um enfarte pode aumentar se a mulher também usar anticoncepcional. 

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