São quatro caras da região de Campinas (grande São Paulo) que tocam desde a adolescência e vivem de música ao vivo na noite. Há três anos, se juntaram e montaram uma banda para tocar música autoral e tentar o sucesso. E o sucesso está chegando com o primeiro CD "Duque Beck", lançado no final de setembro. O lançamento oficial do CD foi no anfiteatro do Parque Villa Lobos, em São Paulo. "Não queríamos um lançamento comum, em um barzinho, por exemplo. Queríamos alguma coisa diferente e que mostrasse o trabalho da banda para outros públicos", conta Marcelo Jaworski, empresário da banda.
E conseguiram: com repertório do CD e covers de Cássia Eller, Nando Reis, Mutantes e Secos e Molhados, o show foi assistido pelo eclético público do parque (famílias com crianças e cachorros e grupos de adolescentes), além, é claro, dos amigos, fãs e familiares que estavam em peso. Confira o bate papo com os meninos e assista um trecho do show deles.
Quem é o Duque Beck?
Cezinha Gouveia, vocal, 28 anos; Du Longuin, bateria, 29 anos; Fith, guitarra, 33 anos; Juca Franceschini, baixo, 33 anos
O que significa Duque Beck?
Fith - Na verdade, não significa nada! Nós queríamos alguma coisa que fosse só da banda, sabe? Aí, fizemos várias votações e aparecem uns nomes tipo "duque alguma coisa" e alguém levou alguma coisa falando de Quebec. Juntamos tudo e escolhemos um que soasse bem: Duque Beck.
Cezinha - Tem até uma história de que o Duque de chama Arlindo Beck (risos)
Vocês lançam um trabalho que talvez venha um pouco contra a maré das ultimas bandas, que tocam punk rock, uma coisa mais adolescente. É isso mesmo?
Cezinha - A nossa intenção sempre foi fazer música, sem se prender muito a estilos. Quando começamos a tocar juntos, éramos bem diferentes e fomos nos descobrindo na gravação do CD. Nossa intenção é fazer um som cru: baixo, bateria, guitarra e pronto, sabe?
Como vocês estão chegando no mercado agora, as pessoas acabam comparando vocês com outras bandas?
Fith - Ah, tem gente que fala que a gente parece o Jota Quest, que o Cezinha parece o Lenny Kravitz...
Cezinha - No começo dos shows, a gente ficava meio incomodado, mas, depois que o disco ficou pronto, melhorou. A gente viu que a música ficou com a nossa cara, sabe? Hoje em dia, nada é muito inovador. Não é como nos anos 60 e 70 que tudo era novidade. Para as pessoas se acostumarem com o som e entrar na onda, elas tem que buscar referência em algum lugar mesmo.
E essa preocupação com o meio ambiente sempre rolou na banda? (O Duque Beck distribuiu centenas de mudas de árvores no dia do show)
Cezinha - Nós sempre nos preocupamos com isso pessoalmente e resolvemos trazer isso pra banda. Nós temos que fazer alguma coisa pelo meio ambiente e nos juntamos com a Ong Atmosfera Verde, que atua no sul de Minas. Todo mundo sabe que tem ajudar, mas não faz nada, né? Resolvemos nos mexer!
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