Cara leitora,
Atualmente, nós temos duas grandes forças opostas no campo da psicologia: uma que trabalha segundo um modelo de trabalho mais racional e específico e outra que segue na direção contrária.
No primeiro modelo existem as linhas que considero explicativas. Nelas o trabalho é focado no "setor" a ser cuidado (no caso, a síndrome do pânico). As ações de trabalho são orientadas por um conhecimento prévio do terapeuta acerca da condição do paciente. Ou seja, o terapeuta tem um método já definido para trabalhar a síndrome de pânico e aplica esse método no paciente.
No segundo modelo, as linhas compreensivas, a terapeuta lida com uma realidade menos pronta. Ele leva em consideração, fundamentalmente, a individualidade de cada pessoa. Cada síndrome do pânico passa a ser única dentro do contexto do paciente e, nesse sentido, o método a ser utilizado no cuidado com ele também.
Respondendo a sua pergunta e me posicionando, sim, existem terapias específicas para tratar a síndrome do pânico. Porém, pessoalmente, acredito no método compreensivo, não específico da síndrome do pânico, onde o paciente pode ser cuidado no seu todo, sem correr o risco de atropelar o processo terapêutico com um foco pré-estabelecido. Neste contexto, a síndrome passa a ser considerada algo como um "alarme", que aponta a necessidade da pessoa rever suas escolhas e a direção que sua vida está tomando.
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