"Meu trabalho é minha balada. Ou será o contrário?" Foi assim que a assistente financeira Tagora Silva, 23 anos, definiu sua realidade. Ela trabalha nos fins de semana como garçonete em um bar de rock, localizado em Moema, São Paulo. "Comecei a trabalhar no bar porque estava desempregada e podia ganhar algum dinheiro enquanto procurava algo fixo. Um mês depois consegui trabalho numa empresa durante o dia e não consegui mais largar meu bico. Fico pensando que, mesmo sendo cansativo, o dinheiro que ganho no bar complementa meu salário e me ajuda muito" diz ela.
A jornada é longa. Após sair do trabalho na sexta-feira, ela vai direto para o bar e só sai de lá às 5 da madrugada. "Na sexta é mais difícil porque fico quase 24 horas no ar. Depois durmo o sábado todo para encarar outra noite. Mas é legal. Além de ganhar dinheiro, me divirto".
A história de Tagora é muito parecida com a de muitas mulheres. Existem agências especializadas na seleção de pessoas para trabalhar em eventos como recepcionistas, garçonetes ou ajudar na cozinha de buffets.
Outra atividade para os fins de semana é a de babá de idosos. Você só precisa gostar de ajudar as pessoas, saber ouvir, ter compaixão e paciência. Marcela Cardoso Graciano, 27 anos, trabalha como recepcionista em um hospital, mas, como fez um curso técnico em enfermagem, conseguiu alguns clientes idosos para cuidar. "Como já trabalho na área da saúde, eu procurei o curso com que eu me identificasse e, assim, conseguir outra fonte de renda".
O exemplo de Marcela mostra que também vale investir em cursos rápidos nas áreas com as quais você se identifica. Que tal? Se você está disposta a se esforçar, é só escolher o que gosta e mãos a obra!
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Além do dindin
Para algumas pessoas, trabalhar nos finais de semana é mais que complementar o orçamento. Quem está terminando um curso superior ou técnico pode ver numa atividade paralela a excelente chance de ingressar no mercado. Foi assim que a recepcionista do Hospital do Coração, em São Paulo, Ana Paula Dela Vetta, 28 anos, pensou quando estava no último semestre do curso de protética. "Pensei que a melhor maneira de praticar e aperfeiçoar meu trabalho seria aproveitar meus fins de semana para trabalhar em casa. Procurei um dentista do meu bairro e pedi que me ajudasse a ingressar nessa área. Depois de um teste com o protético que presta serviço para o consultório dele, comecei a fazer algumas peças nas horas vagas."
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Foto: Caca Bratke