Ele era dono de uma loja de instrumentos musicais em Belo Horizonte. Ela, estudante de relações públicas. Em 1992, ela foi convidada para participar de uma banda que ele estava montando. Rolou aquela troca de olhares, o papo fluiu, veio um friozinho na barriga - enfim, estavam apaixonados.
Casados há 12 anos, Fernanda Takai e John Ulhoa, da banda mineira Pato Fu, têm também em comum a rotina de trabalho. Entre lançamentos de discos - ao todo, oito -, turnês, ensaios e composições, o casal leva a filha de 4 anos, Nina, à escola, brinca com os dois cachorros, vê comédias românticas. "Foi natural construir uma relação profissional e amorosa com o John. Temos personalidades complementares", explica Fernanda, que lança neste mês o livro Nunca Subestime uma Mulherzinha (Editora Panda Books).
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"VAMOS FALAR DE TRABALHO?"
Pesquisa feita pelo professor do Instituto de Psicologia da USP, Ailton Amélio, mostra que 37% dos namoros nascem entre pessoas da mesma sala de aula ou empresa, 32% entre pessoas apresentadas por amigos, 20% em flertes com desconhecidos, 4% por casualidades e 1% via internet. Quem está entre a maioria detectada pelo professor precisa encontrar regras de convivência.
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"No começo, foi complicado, tivemos conflitos profissionais. Isso se estendeu para a nossa relação", lembra a publicitária Débora Broner. Quando conheceu o israelense Amit Wjuniski, ela era dona de uma agência de publicidade em São Paulo. Depois de quatro anos namorando, os dois resolveram casar e trabalhar juntos. "Hoje, somos sócios e estabelecemos limites. Quando queremos conversar sobre negócios, perguntamos: 'Vamos falar de trabalho?'. É quase um pacto", diz ela.
Foto: Rogério Assis