Às vezes, vemos uma pessoa que escolhe encarnar o viúvo eterno para se colocar na posição de uma estátua viva, que está aí para provar a si mesmo, aos outros e ao ex-parceiro que o abandono e decepção que provocou o fim do relacionamento foi mesmo muito maldoso e injusto. É uma escolha que acontece por ressentimento, como se a pessoa quisesse provar: "nada vai reparar o machucado que você me provocou!".
Outras vezes, encontramos pessoas que não investem nas relações amorosas, especialmente nas que poderiam se tornar mais sérias, por conta de um compromisso emocional que elas têm com seus pais, do tipo "não vou fazer uma vida afetiva própria porque devo ficar aqui cuidando do meu pai e da minha mãe". Ou então, "não vou tentar ser feliz com alguém porque isto seria injusto com minha mãe, que sofreu tanto com meu pai".
Nestas e em outras situações parecidas vemos a pessoa não seguir adiante por causa de compromissos e entraves emocionais que inibem o prazer que é amar e sentir-se desejada por alguém. Concluindo, Karina, a questão não é ser normal ou não, mas compreender porque acontece este impedimento nas trocas amorosas, não deixando que o orgulho, decepção e ressentimento com antigas mágoas, ou o medo de trair alianças infantis com os pais impeçam a plena posse do seu destino. Não deixe a situação estender-se por mais 5 anos! Procure um bom psicólogo, você merece...
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