Alguns destes casos até chegam a um ponto em que os especialistas descrevem um comportamento de "assédio moral", algo de caráter criminal, pois traz danos sérios ao cotidiano, às relações sociais, profissionais e à imagem das vítimas. Neste momento, os advogados entram com queixas-crimes por difamação, ameaças, entre outras.
Assustei? Bom, então terá servido para explicar que você não deve agir como terapeuta desta menina, tentando, por exemplo, tranqüilizá-la e fazer com que aceite a situação. O que vai fazer com que esta pessoa mude são recursos mais extensos, como as intervenções de profissionais de saúde e as próprias conseqüências que isto traz ao longo da vida.
Em relação a você, é importante que ela não consiga lhe acessar, que não haja tempo nem oportunidades para que você chegue a ouvir estes destemperos. E caso os limites sejam ainda mais afrontados, alguém, possivelmente seu namorado, deve deixar claro a ela e seus familiares que isto é ameaça e assédio, o que exige queixas formais junto à polícia, por exemplo.
Quem trabalha com comportamento, como os psicólogos, não vê agressão e destrutividade apenas quando os fatos finais mais graves se tornam claros. Ameaças e "chiliques" persistentes são sinais de que a pessoa não entendeu ainda as conseqüências sociais da falta de limite e consideração alheia. E, portanto, que ela deve saber disto: que quem vai sofrer mais com este descontrole é ela mesma.
Um abraço.