É um momento de escolha: ficar com a paz e segurança de ter um bom companheiro ou com a liberdade e as surpresas da vida de solteira. Lembra do ditado: "mais vale um pássaro na mão que dois voando"? Então, não cabem dois pássaros na mão, e por isto você tem que escolher qual dos pássaros é fundamental para você: o da paz ou o da surpresa. Outra possibilidade é você dialogar com seu namorado e mostrar que talvez seja importante para vocês dois, que são tão novos, terem espaços fora do namoro, como, por exemplo, sair e viajar com amigas e amigos sem a companhia do outro. Pode ser que consigam negociar este espaço de vida não-namoro como uma prática tolerável e sadia para os dois, algo que não os ameace e os deixe solitários demais, mas que seja suficiente para que matem a saudade da liberdade e emoção da vida de solteiro, e que, inclusive, os façam ter mais segurança na escolha que um fez pelo outro. Na clínica, é comum vermos esta dúvida em relacionamentos "apertados" demais, onde o casal se permite pouca vida sem um estar grudado com o outro. Mas também encontramos isto em pessoas com dificuldades de assumirem seus próprios desejos, que estão sempre olhando para o que os outros querem (a amiga que quer ser paquerada por muitos homens, aquele menino que quer algo dela...). Aqui, o problema é indecisão, dificuldade em dar valor e se satisfazer com o que se conquista. Alguma destas situações é o seu caso? Na primeira hipótese, você e seu namorado têm que enriquecer sua vida social; na segunda, é você que tem que amadurecer, aprender a proteger mais a si mesma. Pense bem...