Vítimas de TEPT, geralmente, passam por terapia de exposição – são encorajadas a enfrentar seus traumas no lugar onde ocorreu o crime. Medicamentos antidepressivos e/ou ansiolíticos dão suporte para que agüentem. Há também um novo método conhecido como terapia interpessoal de grupo, em que são realizadas quatro consultas individuais e dezesseis coletivas. Especialista no distúrbio, o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos conta que na ponta oposta do gráfico de traumatizados estão as pessoas resilientes, ou seja, aquelas que têm capacidade de dar a volta por cima e até aprendem algo nas tragédias. “Tem gente que cresce nas adversidades, faz do limão uma limonada”, explica ele.
Mesmo quem se encaixa nesse perfil tem um limite de resistência. A bancária carioca Maria Júlia Alves, 27, até que lidou bem com os quatro primeiros assaltos que sofreu. Mas na quinta vez, arrumou imediatamente as malas, deixou seu apartamento e voltou para a casa dos pais. Lá, ficou enclausurada durante oito meses e saía apenas na companhia da mãe para as sessões de tratamento. Maria Júlia, enfim, conseguiu se recuperar do trauma. Mas haja resiliência. Em metrópoles cada vez mais sujeitas à violência, não é exagero dizer que essas jovens mulheres são um tipo de heroínas de guerra.
| Traumas | |
| 1. Estresse pós-traumático | 2.Efeito da violência |
| 3.Mulheres sofrem mais | 4. Falar faz bem |
| 5. Terapia da exposição | 6. Para ler e para ver |