“Se a mulher é solteira e vive sozinha, então, ela tem ainda mais chances de sofrer com uma experiência ruim”, diz a geneticista Camila Guindalini. “Um parceiro garante amparo direto e íntimo.” Parentes e amigos, claro, também ajudam. Enfim, é preciso ter com quem falar (e falar, e falar e falar...) sobre o drama. Tatiana Welter, 21, costuma dizer que se curou do trauma graças à ajuda da mãe. Depois de sofrer um seqüestro-relâmpago, em que ficou sob a mira de armas durante uma hora ouvindo ameaças de morte, a estudante se fechou em casa e só aceitava sair acompanhada.
O sentimento de pavor e insegurança perdurou por dois meses. “Minha mãe repetia que eu não deveria abrir mão da minha vida em função de uma pessoa que me faz mal”, conta Tatiana. “Falava que essas coisas acontecem e que a gente não pode desistir por causa de possibilidades sobre a quais não temos controle.” Faz todo o sentido, não? O problema é que quando o TEPT bate forte, frases como essas não fazem efeito. O distúrbio varia de
leve a moderado. Nos casos extremos, só psicoterapia associada a medicamentos funciona.
| Traumas | |
| 1. Estresse pós-traumático | 2.Efeito da violência |
| 3.Mulheres sofrem mais | 4. Falar faz bem |
| 5. Terapia da exposição | 6. Para ler e para ver |