
O que fazer para não sofrer com a infecção urinária que aparece, principalmente, depois das relações sexuais
Vontade constante de fazer xixi, mas na hora “H” arde muito e só sai um pinguinho... soa familiar? Se isso já aconteceu com você – e principalmente se foi depois de uma ótima noite de amor –, é bem provável que integre essas estatísticas: uma em cada quatro mulheres terá pelo menos um episódio de infecção urinária durante a vida, também conhecida como cistite.
Em 90% dos casos, a infecção é causada por bactérias. A mais comum – em quase 75% das vezes – é provocada pela Escherichia coli, freqüentadora assídua da flora intestinal e muito importante para a digestão. Mas, quando cai no aparelho urinário, a bactéria pode causar infecção. Isso porque ela costuma ficar na região do ânus e migrar para a vagina na hora do rala e rola ou mesmo em caso de descuido com a higiene depois de ir ao banheiro. “Muitas mulheres contaminam a vagina depois de evacuar. Tem de fazer a limpeza da frente para trás – e não o contrário”, explica o urologista Sidney Glina, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Nesse ponto, temos de admitir: saímos em desvantagem em relação aos homens. No nosso caso, o canal que leva a urina da bexiga até a vagina (a uretra) é mais curto – ou seja, mais propício à entrada de bactérias, fungos e outros seres indesejáveis –, além de estar mais próximo do ânus. Mulheres com vida sexual ativa, claro, têm mais chance de pegar a infecção. Mas existe também um monte de outros fatores que podem facilitar uma infecção ou inflamação no aparelho urinário: alterações hormonais, período pós-parto ou até deficiências nos níveis de estrógeno, o hormônio sexual feminino. Mulheres que têm a flora vaginal alterada, com corrimento, ou passaram por cirurgias para tratamento de incontinência urinária ficam mais propensas à bactéria. Existe também a cistite intersticial, sem causa definida. Essa é bem mais rara e não tem cura.
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