Para rodar na vitrola
Por Mari Nobre
Eles têm lado A e lado B, e, por isso, nos obrigam a levantar da cadeira, se quisermos ouvi-los por inteiro. Têm um chiado gostoso na hora em que colocamos a agulha cuidadosamente sobre seus sulcos, e uma qualidade sonora excelente! Este é o bom e velho vinil. Que voltou mais moderno do que nunca!
O disco de vinil, ou LP (Long Play), surgiu no ano de 1948, substituindo os antigos discos de goma-laca, de 78 rotações, e foram comercializados até meados de 2001. Com o surgimento dos compact discs (CDs), que prometiam maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, os LPs foram desaparecendo. E assim muita gente se desfez de coleções de discos enormes, para a alegria dos donos de sebo!
Mas, para aqueles que acham que se livraram de um monte de quinquilharia, eu tenho uma má notícia: o vinil não morreu não! Isso é o que informa a BPI, a Indústria Fonográfica Britânica. O vinil está voltando. As vendas dos singles aumentaram em 87,3% nos últimos três anos.
E isso faz a alegria dos audiófilos de plantão, que alegam que o LP armazena as informações de áudio mais fielmente que o CD. Eu prefiro os bolachões pelo quê nostálgico que carregam e por suas capas, que são uma forma de arte que se perdeu com o tempo...
Se você gosta de discos como eu, faça a festa na web. Dá uma olhada nestes sites:
Para conhecer
Collector's studios - produtora carioca que, em parceria com colecionadores e com o museu da imagem e do som do Rio, recupera antigos discos de 78 rotações de música brasileira para fitas e CDs.
Galeria de capas da Elenco
Para comprar
Baratos e afins
Faunus Records
Ventania
Mara records
Vinyl 2000 records
Brazilian music enterprises
Dusty groove america
Red Star Sebo
Foto: Carolina Freitas / Modelo: Veronica Moschiar







