Tenho que admitir que não sou muito chegado em várias coisas que estão muito na moda… uma das coisas são as séries de TV. Juro, já tentei muito, mas não consigo passar dos 15 minutos. Tá bom vai, 16 minutos… mesmo os que tem a temática próxima de coisas que eu gosto, como por exemplo o True Blood ou o Six feet under. A última séria que eu vi foi Twin Peaks, no final dos anos 80. Ah não! eu vi a primeira temporada de Lost, mas só a primeira. Depois comecei a achar chato.
Sou apegado a coisas antigas, tive dificuldades até em usar computador e máquina digital.
Outra coisa que tive uma mega dificuldade foi usar calças skinny. Não rolou para mim. Aliás não gosto nem de ver outros homens usando.
E as mechas californianas? Deus do céu! No começo achava lindo, mas hoje em dia parece que todas as meninas são surfistas! Perdeu a identidade, perdeu a força.
Caaaaalllllllma!! Tô falando de uma coisa que eu tenho dificuldade em acompanhar.
Mas claro, por trabalhar com moda eu preciso ter a cabeça aberta e entender todas essas tendências e modismos. E tenho muitas vezes que acompanha-las. É um exercício diário. E exercitar sempre funciona. Você começa a encontrar muita coisa legal no meio das coisas que na verdade tinha preconceito.
Esses dias exatamente isso aconteceu comigo. Estava fuçando umas coisas na internet e achei um blog tão legal!!!
Sim, mesmo tendo um blog eu tenho uma super dificuldade com blogs. Difícil admitir, mas é verdade… tenho aflição, porque tem muita informação errada. Mas claro que tem um monte que é boa. Adoro o da Katylene, por exemplo (http://katylene.mtv.uol.com.br/). É muuuuuito divertido.
E tem o da linda Jana Rosa que sempre vejo (http://www.agoraquesourica.com/).
É óbvio que eu vejo o Sartorialist direto (www.thesartorialist.com/).
Mas o do momento para mim é o blog de um menino pernambucano chamado Douglas Carlos chamado “O que o povão usa”: http://colunistas.ig.com.br/oqueopovaousa/
O blog é sensacional! Ele compara roupas que o “povão” usa com desfiles e campanhas de grifes muito importantes no mundo da moda. Quase diariamente Douglas coloca fotos feitas em feiras, ônibus, ruas, e na sequência posta as fotos fashionistas. Isso sem ser cínico, nem agressivo. Com delicadeza e bom humor as comparações são ótimas, coisa de quem tem bom olho. E pesquisa.
Tem de um tudo: a sandália do tiozinho comparada à da campanha futurista da Gucci, a camiseta de bolinhas e o desfile da marca japonesa Comme des Garçons e pessoas na feira usando listras e a coleção de verão da marca chiquérrima Prada.
É muito bom. Super criativo e tem tudo a ver com a democracia que a moda de hoje pede. Queria ter tido essa idéia antes, Douglas!!!
Um beijo e até já!
Tags: à moda do banfi, à moda do povo, Banfi
Uma das coisas mais incríveis da vida é gostar do que faz. Eu acho que tenho esse privilégio.
Adoro a minha equipe. Meu braço direito se chama Aline Fava e é uma menina doce (e extremamente competente) que foi minha aluna, mas nunca imaginei que um dia íamos trabalhar juntos. Não só trabalhamos como não largo ela por nada! Nossa camareira Daniela é pau para toda obra, nunca deixa a gente na mão. E agora temos uma nova carinha na equipe: a estagiária Renata Bonvino, que já chegou chegando no meio de um furacão de fechamento. Essa é a minha equipe.
Acho que tenho também o privilégio de trabalhar com amigos. Amigos bem queridos por sinal. Que fiz dentro ou fora do chamado (e perigoso) “mundinho da moda”.
Nessa ultima edição temos uma equipe dos sonhos: o fotógrafo Gui Paganini e a maquiadora (e linda) Vanessa Rozan e participações especiais: o estilista Alexandre Herchcovitch e seu assistente Rodolfo Souza fazendo o styling de um dos ensaios de moda.
Sabe quando você quer há tempos fazer uma coisa e de repente ela se torna possível? Foi isso que aconteceu. Uma sexta-feira com ideias e pessoas lindas, muita risada e aquela sensação de que tudo estava bem. Sem falar do resultado físico das ideias (que no caso eram roupas de festa): as imagens, que são lindas.
O trabalho do fotógrafo Gui Paganini dispensa apresentação, mas, como elogio nunca é demais, suas fotos arrasam! De uma técnica e direção impecável elas estampam grandes campanhas e editoriais em várias revistas. Vanessa parece que tem mãos de fada. Meticulosa, deixa todo mundo ainda mais bonito com sua maquiagem.
Alexandre é meu amigo de muitos anos. Na minha opinião é um dos grandes criadores de moda no mundo, e foi graças a ele que meu amor pela moda cresceu muito mais. E claro, aprendi muito com ele. Sua participação na revista foi de muita importância para mim, já que eu acho que hoje estou nesse ramo por sua causa. E fiquei ainda mais feliz por perceber que ele e o Rodolfo também gostaram de fazer o trabalho.
Obrigado a todos que tornaram meu trabalho mais rico e especial. e também por toda diversão.
Sim, diversão. Porque trabalho pode ser divertido. Na verdade DEVE ser.
Nesses últimos tempos estamos ouvindo falar muito de Patti Smith. Mas quem é Patti Smith?
Patti é uma artista multimídia (poetisa, cantora, artista e musicista), considerada uma das musas do punk depois de lançar seu álbum “Horses”, em 1975 (foto acima). Com letras lindas, Patti trouxe ao punk poesia, além de uma boa dose de feminismo. A cantora ainda gravou vários álbuns muito importantes para a cena do rock: “Easter” (1979) contém uma de suas músicas de maior sucesso, “Because the night”; “Trappin´” (2004) e o box “Land”, com sua versão de “When doves cry”, originalmente gravada por Prince e “People have the power”. Fez também grandes parcerias como com Bob Dylan, R.E.M e Michael Stipe e Bruce Springsteen.
Mas por que só agora Patti Smith vem à tona com tanta força? Patti teve um romance com o artista fotógrafo Robert Mapplethorpe, e havia prometido a ele que um dia escreveria a história dos dois.
Mapplethorpe é um dos grandes artistas de todos os tempos, e trouxe ao mundo da fotografia o desafio de manter o rigor absolutamente técnico com um conceito até então nunca trabalhado anteriormente: a sexualidade. Por anos Robert lutou contra o preconceito em suas fotos, e posteriormente, como numa ironia do destino acabou contraindo o vírus HIV. Mapplethorpe morreu em 1989.
Anos depois Patti achou que então chegara o momento de cumprir a promessa. No final do ano passado foi então lançado o livro “Só garotos” (Companhia das Letras). E é simplesmente maravilhoso. Com sua poesia e sensibilidade é muito fácil devorar o livro em poucos dias e se debulhar em lágrimas no final (que foi meu caso).
Eu sempre adorei a cantora, desde que conheci seu som. Ela tem um pouco de tudo que eu gosto: melancolia, agressividade, poesia e o bom rock´n´roll.
Sem contar do estilo que Patti (sem querer) trouxe ao mundo da música: um visual andrógino, delicado e desleixado ao mesmo tempo, com os cabelos picotados, calças justas, camisas, chapéus, colares grandões e lindas botas de caubói.
Há modismos que vem para o bem. Quem sabe agora Patti Smith será reconhecida, como realmente merece…
Tags: aids, cia. das letras, fotografia, livros, moda, patti smith, robert mapplethorpe, só garotos
No auge de uma revolução tecnológica fantástica que nos dá inúmeras possibilidades de realizar coisas nas mais diversas áreas como comunicação, fotografia, música, etc. estamos passando por um retorno aos clássicos. O que estaria acontecendo? Seria uma tentativa de impedir um avanço sem controle?

Uma das coisas que mais me impressiona é a quantidade de jovens da nova geração gostando cada vez mais de coisas como a fotografia analógica, trocando os CD’s pelo vinil, se interessando em possibilidades de reciclagem do velho para criar o novo… Mas é possível ainda espremer o que já foi tão espremido? Será que ainda rola de na mistura do retrô com o atual criar algo que seja inovador? Eu acho que ainda dá…
Na fotografia, o desejo por “polaróides”, ou as “Lomos” cresceu demais. Resultados imprevisíveis ou até mesmo com defeito (devido à falta de qualidade das máquinas) despertam a vontade de arriscar e tentar fazer imagens mais artísticas. O iPhone tem aplicativos até que imitam esses efeitos e é uma febre entre os que possuem o aparelho.

Na música além do retorno das vitrolas (que é vendida em lojas descoladas no mundo todo, como a Urban Outfitters) e do disco de vinil, os músicos estão usando aparelhos de efeitos sonoros antigos como tecladinhos de criança e moogs.

E na moda? Bem, a moda por si só já carrega o vai e vem das tendências e as décadas se revezam o tempo todo. Nessa temporada a Louis Vuitton trouxe o clima de um hotel de luxo antigo. Numa mistura geral, o que se via era pura nostalgia. Saltos altos, hot pants e corseletes brilharam na passarela. Rendas, anos 90, um pouco da era disco fazem parte do inverno brasileiro. Tudo antigo.

Marcas conceituais como a belga Martin Margiela trabalha há tempos com a idéia de retrabalhar peças antigas adquiridas em brechós. O estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch está vendendo em sua loja uma coleção de tênis em que se utilizou de tecidos e materiais de roupas do seu próprio guarda roupas.
E a marca Rodarte criou uma série limitada de bolsas que são feitas de cintos antigos, costurados juntos. Lindas, por sinal.

Brechós e mais brechós abrem o tempo todo no mundo com roupas incríveis de época e que se pode achar verdadeiras relíquias. Recentemente em São Paulo a loja de decoração e design Micasa lançou um anexo em seu espaço com pecas vintage absurdas garimpadas ao redor do mundo, com a curadoria de Fábio Souza, dono do brechó A la Garçonne.

É o antigo se renovando o tempo todo. O velho que se torna novo, num efeito de quase fênix. O final de uma coisa para começo de outra, como qualquer coisa na vida.
Um beijo e até já,
Na moda tudo sempre vai e volta. A cada 5 anos algo volta à tona. Revisitadas principalmente por ter maiores condições tecnológicas e técnicas as tendências sempre acabam retornando com aquele olharzinho novo.
Agora o que volta (mais uma vez) é o punk. Mas o estilo não vem sozinho… Parece que todas as tendências mais radicais inspiradas no rock se uniram e vieram com tudo: o punk, o gótico e o grunge.
Muito preto; rendas; rasgadinhos; um pouco de cor forte, nos acessórios, meias, complementos; cabelos curtos, raspados, coloridos; silhuetas mais soltas, largas (principalmente nos tricôs) ou mais retas, sofisticadas; camisa xadrez- vale também ser usada na cintura; muito coturno e botas mais pesadas; um pouco de onça; jaqueta de couro… Ufa! E dá certo? Olha… Pode dar sim. Não precisa usar tudo misturado de uma vez. O ideal é escolher o que mais combina com você. Não pode ser fantasia. É estilo mesmo… Vale arriscar, tentar ser um pouquinho radical, ousar… Misture pesos. Se usar uma coisa muito pesado em cima, tente suavizar um pouco embaixo.
Claro que tudo pode dar mais certo se vc conhece e gosta dos mov
imentos. Umas dicas dos clássicos são: Sex Pistols, the Clash (pun
k), The Cure e Siouxsie and the Banshees (góticos), Nirvana e Sonic Youth (grunge). Para se inspirar nos cortes de cabelo vale conferir: http://www.gallery.becomegorgeous.com/punk_girl_hairstyles/choppy_mohawk_hair_style-2518.html

O casal representante do movimento punk formado pelo baixista da banda Sex Pistols Sid Vicious e sua namorada Nancy
Um beijo e até já!
Não sei se sabem mas dou aula de moda na Faculdade Santa Marcelina há 10 anos. Quando ainda estudava (artes plásticas, na FAAP) cheguei também a trabalhar como professor numa escola infantil e depois para o colegial. Aí um dia montei um curso livre de imagem de moda e algumas das meninas eram alunas de lá. Elas então me indicaram para a diretora Raquel Valente que me chamou para fazer parte de seu corpo docente.
Sempre amei dar aula. É um contato delicioso com o novo e os jovens. Assim talvez consiga me manter um pouco jovem também… ou assim eu tento acreditar… hahaha.
Essa semana tive uma enorme surpresa quando um dos meus alunos chegou com uma revista chamada REV (VER ao contrário? REVelação? REVista?) , criação deles próprios e em processo já há um tempo.
Um dia numa das minhas aulas (de fotografia) eu mencionei o meu sonho de ver os alunos criando sua própria revista, algo que correspondesse e transmitisse a mais pessoas o trabalho de grande qualidade que eles faziam. Então, quando vi a revista, fiquei emocionado.
Inteiramente feita por eles (com apoio da faculdade e da empresa que cedeu o papel), a publicação tem cara de revista de gente grande. É linda, moderna, bem editada e tem uma tiragem de 1.500 cópias distribuídas gratuitamente e à disposição no blog.
Por entre suas páginas tem trabalhos de fotografia, estilo, styling, acessórios, joalheria, ilustração e até texto. E arrasaram.
É com grande orgulho e satisfação que divulgo o trabalho árduo dessa turma de jovens, que como muitos outros por aí, fazem acontecer. Que venha a nova geração!
Tags: acessórios, estilo, fotografia, ilustração, joalheria, Revista REV, styling
A revista gay americana Out acaba de lançar uma edição com a chamada “As mulheres que amamos”. Tem duas opções de capa: uma é a Britney (we love you Britney!!!) e a outra… MADONNA!!!
Dentro da revista há uma série de fotos de Richard Corman, que era assistente do fotógrafo Richard Avedon, importantíssimo na moda. Sua mãe trabalhava com casting e conheceu Madonna durante seu teste para o filme “A última tentação de Cristo” e imediatamente disse ao seu filho: você tem que conhece-la, ela é especial. Richard então fotografou Madonna em seu dia a dia, pelas ruas de Nova York e o resultado é simplesmente memorável. Bem jovenzinha, antes do sucesso e com roupas que hoje em dia as meninas moderninhas dariam tudo para ter.
Nossa, eu amava tanto a Madonna no começo de sua carreira! Tinha pastas e pastas com fotos dela e enlouquecia minha mãe ao colocar posters no quarto inteiro, inclusive no teto. Era Madonna para todo lado. Até hoje “Like a prayer “, “Gambler” e “Everybody” fazem parte da minha listinha de música para as festinhas. Até hoje é referência.
Todo mundo queria ser como ela, usar seus turbantes, seus terços como colares. Madonna horrorizou o mundo ao dizer que um crucifixo era sexy por ter um homem pelado nele. Depois veio o santo negro que ela beijava na boca, beijou a menina em “Justify my love” (depois beijou a Britney também!), fez o livro de fotos quase pornô, tentou ser atriz, virou da yoga, depois da cabala, foi mãe um monte de vezes, casou, separou, namorou o modelo brasileiro… Ela é demais!
Confesso que não tenho gostado muito dela ultimamente… Não acho a música mais tão legal quanto já foi. E acho a obsessão com o corpo um pouco estranha. Às vezes magra demais, às vezes forte demais. E as vezes exagera no rejuvenescimento. Mas tudo bem, cada um faz o que quer (já digo isso antes que todo mundo me xingue de novo!).
O mais legal de tudo é que as pessoas continuam querendo ser como a Madonna. Polêmica ou não, inovadora ou não, magra ou forte, mais jovem ou mais velha.
Isso sim podemos chamar de força.
Estamos esperando a próxima hein Madonna?
Beijo e até mais
Tags: madonna, OUT Magazine
Nesta semana abre em São Paulo duas exposições de Leonilson, um dos artistas brasileiros que mais se destacou nos anos 80 e também de maior importância para a arte contemporânea. Uma das exposições acontece no Itaú Cultural e reúne mais de 300 obras entre desenhos, pinturas e até suas agendas e cadernos de artista, e a outra na Capela do Morumbi com uma instalação que foi montada pela primeira vez em 1993.
Leonilson foi um dos criadores que me despertou o desejo de trabalhar com arte e imagens. E foi o segundo artista queme fez chorar ao ver uma obra. Ainda na faculdade fui visitar uma grande exposição dos seus trabalhos. Passei cinco horas dentro do espaço e por diversas vezes me emocionei. Acredito inclusive que até hoje carrego grande influência de seu estilo. Não só eu, mas grande parte dos artistas da minha geração, e da seguinte e da seguinte e da seguinte…
Extremamente passional e com uma poesia invejável, Leonilson explora como ninguém o universo particular de sua vida de maneira visceral. Sua obra é o reflexo de sua vida. Como sob meu entendimento a arte deve ser.
Seus trabalhos carregam o uso de materiais e misturas de mídias que até então ainda era bastante tímida no mundo (tão fechado) da arte. Usava tecidos, escrita, bordados, expunha seu interesse em moda e música.
Leonilson morreu em 1993, deixando uma obra linda, que até hoje me emociona. E acredito que vai continuar emocionando sempre. Vale a pena ver.
Um beijo e até já.
Tags: exposição, Itaú Cultural, Leonilson
Publicado em: 14/03/2011 às 17:46 | Por: Marcio Banfi
Vim para a redação hoje pensando em dois vídeos que assisti esses dias…
Um é o clipe novo do R.E.M. Alligator Aviator Autopilot Anitmatter (assista aqui), que tem a participação da cantora Peaches. O clipe foi gravado em Berlim e é mega fashion. O vocalista Michael Stipe anda pelas ruas com roupas à la Lady Gaga, com formas e cores absurdas e adornos de cabeça extremamente fashionista.
Já Peaches aparece com o cabelo metade raspado, com uma maquiagem exagerada e um macaquinho de paetês, que aparece também na cor verde em uma calça de Michael. E ainda mais para frente um avental rosa choque com formas de diamantes usado por baixo de um paletó me lembrou bastante o desfile da marca brasileira Amapô no último SPFW (o desfile foi lindo). E não posso deixar de falar da roupa de pelúcia rosa que parece um coelho deformado usado com bermuda, meias pretas e sapatos também peludos. Dignos de desfile de um estilista conceitual.
O outro é uma parceria da banda Deerhunter com a marca Rodarte (olha aí elas de novo!) e o diretor Todd Cole. O pequeno filme tem uma leve inspiração de Alice no país das maravilhas e traz a atriz Elle Fanning (irmã de Dakota, que estourou depois do filme “Em um lugar qualquer”, de Sofia Coppola), linda, andando meio cambaleandinho de saltos altos.
Conforme ela adentra uma antiga casa e vai passando pelos cômodos, suas roupas também vão trocando, lindas por sinal, com cores que vão desde tons crus até um floral azul e um dourado final, que aparece também em sua maquiagem. Além da música que é bem bonita.
Engraçado como essas misturas dão muito certo. Fashionista ou não, a moda consegue se aliar a outras áreas trazendo modos, costumes e muita imagem bonita.
É isso mesmo! Tudo misturado e ao mesmo tempo!
Beijo e até já, @marciobanfi
Eu adoro a Britney. Adoro. Acho ela um ícone.
Pensa bem, ela virou amiga da Paris Hilton, ficou louca, beijou a Madonna na boca, ficou louca, raspou a cabeça, ficou louca, atacou os jornalistas, ficou louca, engordou para caramba, ficou louca, botou um aplique pavoroso no cabelo, ficou louca, ficou louca. Ah, é demais vai? Ela foi a única que ficou louca nesse tanto. Pelo menos a única que está tudo registrado.
Tem um lado triste? Claro que tem. Britney era uma menina virando mulher, e no auge do seu sucesso se deixou levar por coisas que obviamente prejudicariam não só sua carreira, mas também sua vida. Tá, tem a Whitney Houston, mas o caso da Whitney foi muito, mas muito mais pesado. A Britney tentou dar a volta por cima logo na seqüência. Foi desastroso, mas tentou. Nao teve vergonha!!
Isso não é uma apologia à loucura. Muito menos às drogas ou bebidas. Aliás, absolutamente o contrário. Mas pensa, ela segurou a onda. E não saiu profanando palavras nazistas por aí… (de novo a malvada cachaça…) Não prejudicou ninguém. Extravasou.
Mas para mim a pior das suas loucuras é seu figurino. Poxa Britney, onde vamos parar??? Eu estava super no aguardo do seu novo videoclipe (Hold It Against Me). A música é aquele booom “tipo Britney” mesmo. Engraçada, dançante e com foco mais sexy, e o diretor é Jonas Akerlund, mega cultuado na música pop. Mas as roupas…
Madonna (nos anos 80 e 90, principalmente) se vestia de maneira tão sexy! E tão linda… Mesmo lá no comecinho de sua carreira quando ainda tinha uma pegada mais punk e new wave. Dá para ser sexy. Mas no caso de Britney Spears tá difícil…

No dia a dia Britney já se destrói… Ok, ninguém precisa andar montado sempre (tirando Lady Gaga), mas os jeans baixos aparecendo a calcinha (ou vestidos curtíssimos sem a calcinha!), calças de moletom velhas, mini blusinhas quase vulgares, sandálias surradas… não pega muito bem… Suas aparições em eventos e festas são sempre marcados por ultra minis (mini tudo) e transparências quase “piriguéti” de muito mau gosto.

E nos clipes quando achamos que vai rolar um look lindo… É sempre uma desgraça… Em “Oops I did it again” rola um macacão hora branco hora vermelho de gola alta de doer, em “Slave for you” uma calcinha vermelha é vestida em cima da calça de couro e um top meio cigano nos levam à loucura- apesar que eu amo esse vídeo.
Nesse último, que é inteiro editado em flashes rápidos dela- seria para disfarçar uma possível gordurinha?- todas as roupas são bem complicadas. Num primeiro momento lá tá o micro short jeans, calcinha aparecendo e um top, mais um colar que está totalmente fora do contexto. Depois vem um vestido que parece ser de noiva com uns bordados no corset, e uma saia que vai crescendo aumentando o medo do que mais poderá acontecer. Aliás depois essa saia é pintada por caninhos de tinta que ficam em seus dedos, com inspiração de um desfile do estilista inglês Alexander McQueen (morto em fevereiro de 2010) onde o vestido da última modelo é pintado por robôs automotivos. E a terceira só dá para ver a parte de cima (acho que é melhor assim), que tem uma ombreira de brilhos vermelha e de novo uns colares esquisitos.
Ah Britney, a gente gosta tanto de você! Mas às vezes suas roupas apavoram mais do que a cena em que como num filme de terror você aparece carecona de zóio arregalado e dentes raivosos atacando os repórteres…
Mas tudo bem, vai… Você pode…
Tags: britney spears, figurino, hold it against me
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